terça-feira, 20 de novembro de 2012





Almoço/Convivio
No dia mundial das Missões
 
Com a presença amiga do Pe. Francisco que veio de Cucujães para presidir à celebração da Eucaristia que foi muito participada. Connosco na celebração esteve o Pe. Avelino Cardoso que tem demonstrado pelo nosso grupo uma grande amizade. No almoço estiveram  também o nosso pároco João Marinho, e vindo de uma missão em Vila Nova, juntou-se a nós o amigo de longa data Pe. Luís Vieira, que ajudou com a sua arte musical coadjuvado pelo Pe. Francisco, nosso Grupo Viver em Alegria em momentos de boa disposição.

 

 

 
REUNIÃO /CONVIVIO DE FINAL DE ANO


 
Este foi mais um ano de serviço em nome da Comunidade de Ronfe, em favor dos Missionários da Boa Nova. Graças a Deus nos últimos tempos temos conseguido juntar na nossa festa de final de ano, muitos amigos que nos dão o prazer de confraternizarem connosco sendo digno de destaque a colaboração do Grupo Viver em Alegria, que havia colaborado na Festa da Familia Missionária em Cucujãoes a pedido do Pe. Luís Vieira, organizador da mesma.
 
Festa do 8º Aniversário do nosso Grupo de Cooperadores
No dia 21 de Abril de 2013
 
Estiveram connosco o nosso Pároco Pe. João,
vieram de Cucujães o Pe. Francisco, a Diana, e a Sílvia
e também o amigo Pe. Avelino Cardoso esteve em espirito
uma vez que as suas obrigações não lho permitiram estar fisicamente presente.
O nosso Presidente falando aos amigos presentes
 Almoço
Conversa
Boa disposição 
Um ou outro com sede  
Outros á procura de comida 
Agradecendo aos presentes 
 Dá cá o copo que eu quero beber
Vamos à vida porque se Deus quiser em Outubro temos mais festa.
Aí vamos procurar alargar este convívio a mais amigos, até lá boa sorte.
 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


 
 
 
 

 

Para quem nasceu à sombra desta bandeira e ao fim de 65 anos ainda continua ligado à F.N.A

Os 75 anos do Escutismo na Comunidade de Ronfe têm um enorme significado.

Quantos amigos se criaram dentro desta escola, com quantos aprendi a ser homem para servir a Deus e a Pátria, com quantos amigos aprendi a crescer e a orgulhar-me da minha fé. Isto tudo são benefícios recebidos pelos quais fico eternamente grato ao Movimento. Mas nem tudo para mim foram rosas, porque com muito desgosto vi alguns esquecerem-se da escola onde aprenderam, e até ensinaram aos mais novos, mas não frutificaram. Muitas vezes me lembra o Evangelho que nos fala da semente deitada à terra, uma caiu em sítios menos apropriados e não deu fruto. Mas eu espero que lá no seu íntimo, mesmo não tendo até hoje dado sinais mais positivos, se lembrem da escola em que viveram, aprenderam, e ensinaram, e não esqueçam sobretudo os que já partiram para o eterno Acampamento, dos quais sinto imensas saudades, mas acredito que todos estão com Deus em quem sempre acreditaram.

Esta é uma das muitas razões que me levam a colocar no meu blogger, para memória futura várias fotos que obtive no Acampamento por alturas do 75 Anos, onde já tinha alguma da minha semente personalizada numa netinha, que na altura era ainda Lobita.
 
 
Foi assim começamos
 
 Assim vivemos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Assim terminamos
 
Pelo meio ficou muita dedicação e serviço.
 
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012



Assunto: *DESABAFO*
 

Na fila do supermercado, o homem da caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer os seus próprias sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não são amigos do meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio ambiente!
- Você tem razão - responde a senhora idosa - a nossa geração não se preocupou
adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava-as de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de as tornar a utilizar, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no nosso tempo.

Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, em vez de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos de caminhar dois quarteirões.

Mas você tem razão. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.

Naquele tempo, as fraldas de bébés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e a energia eólica é que
realmente secavam as nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.

Naquela época só tínhamos uma televisão ou rádio em casa e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha um ecrã do tamanho de um lenço, não um ecrã do tamanho de um estádio; que depois será descartado, e como?

Na cozinha, tínhamos que lavar tudo com as mãos porque não havia máquinas eléctricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para enviar pelo correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não
plástico com bolhas ou pallets de plástico que duram quinhentos anos para se degradarem.

Você está cheio de razão: não havia preocupação com o meio ambiente nessa altura.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva que exigia músculos. O exercício era extraordinário e natural, e não precisávamos de ir a um ginásio e usar´máquinas para fazer de conta que caminhamos e que também funcionam a electricidade.

Preferíamos caminhar na cidade ou no campo.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.

Bebíamos directamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos e garrafas de plástico que agora envenenam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra.
Abandonamos as navalhas (afiáveis), e agora deitamos fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina deixou de cortar.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.

Naqueles dias, as pessoas tomavam o autocarro e os meninos iam de bicicleta ou a pé para a escola, em vez de usar a mãe ou o pai como um serviço de táxi 24 horas.

Tínhamos apenas uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é tão engraçado que a actual geração fale tanto no meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pense em viver um pouco como na minha época?
Mas desculpe caro jovem....Isto foi só um desabafo......
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012



PARA MEMÓRIA FUTURA
 



CASA DO POVO








Creio nada ter existido no âmbito cultural e associativo, antes do aparecimento da Casa do Povo. Esta foi fundada no início de 1934. O seu funcionamento e organização inicial, configurava o estatuto de uma associação.
 A nível nacional, as Casas do Povo foram oficialmente criadas em 1933 para apoiar o desenvolvimento do mundo rural, sendo consideradas, segundo a lei, organismos de cooperação social, com personalidade jurídica, tendo por objectivo assegurar aos sócios proteção e auxílio em caso de doença, desemprego, inabilidade e velhice.

 A prioridade de atuação das casas do povo era intervir social e culturalmente junto da população rural, exercendo também funções de previdência, dentro de um esquema de mutualidade, desde que registasse um mínimo de 100 associados.

 O funcionamento deste esquema cooperativo previa ainda os sócios protetores, ou seja, os proprietários rurais da freguesia, a quem cabia patrocinar as iniciativas socioculturais das Casas do Povo e apoiar monetariamente o esquema de previdência vigente.

 Foi nestes moldes que a Casa do Povo de Ronfe, nasceu e exerceu a sua função durante muitos anos.

 Curiosamente, a Casa do Povo, apoiou a fundação do Escutismo na freguesia. Disso, dá conta a ata nº.28, de uma reunião realizada no dia 8 de Agosto de 1935.

 A tradição musical, ainda hoje bem viva, teve a sua origem com a Orquestra de Ronfe, na década de quarenta, apoiada pela Casa do Povo.

 O seu parque, apesar de pequeno, era ao tempo local aprazível. Com frondosas árvores e ruas bem delineadas. Possuía um artístico lago, atravessado por esbelta ponte, obra do Senhor Armindo Silvério Ferreira, mais conhecido por “Armindo dos Infernos”.

O salão da Casa do Povo, foi durante muitos anos, onde o Escutismo local, levou à cena dezenas de peças de teatro, espetáculos musicais e de variedades.

 O cinema, também ali teve lugar durante alguns anos, A prática de Voleibol e Tiro aos Pratos, foram modalidades praticadas no despectivo parque. O Folclore, nasceu ali, e ali morreu num passado não distante, e da forma mais vil.

Custódio Oliveira

Algumas coisas já sabia outras não, contudo sei dizer que minha saudosa Mãe foi socia da Casa do Povo, e o custo do seu funeral foi pago pela Casa do Povo. Conheço como muitos e até melhor que alguns o antigo parque da Casa do Povo, pois vivi com minha Mãe na dita casa dos pobres de quem foi cozinheira durante vários anos. Fui aluno da escola hoje degradada com a bonita e grande Srª Professora Dna. Helena. Recordo que com os meus cinco anos foi ali que tive um dos maiores medos da minha vida quando fomos vitimas de um grande tremor de terra, em que se ouviam as mesas e cadeiras onde os pobres comiam a fazerem um enorme barulho, e minha Mãe me dizia, não tenhas medo meu menino isto passa, e sabe-se lá na altura o enorme medo que ela mesmo sentia. Recordando tudo isto deixo aqui apenas o meu lamento sobre a destruição do excelente parque da dita Casa do Povo, com o corte de árvores centenárias, lamentando nessa altura não ter visto qualquer tipo de preocupação, como infelizmente mais tarde aconteceu com o corte de árvores junto ao cemitério, essas sim que estavam a prejudicar. Agradeço ao Jonel trazer a público este testemunho para que sejam conhecidas e reconhecidas as funções meritórias da instituição. E esquecendo tudo o mais, passado é passado, os atos bons e menos bons ficam sempre com quem os pratica, vamos em frente porque o edifício Casa do Povo e todo o seu historial deve merecer muito respeito aos Ronfenses e habitantes de terras vizinhas. Por isso me regozijo com aqueles que lutando contra tudo e contra todos tornaram possível este volte face, e creio e espero que os que voluntariamente se assumiram para lhe dar vida, sejam bem-sucedidos. No que eu possa contem com minha modesta ajuda sempre pelo bem da comunidade em que desde há muito estou inserido. Parabéns Jonel, grande abraço.

Orlando Azevedo Realmente a memória é como as cerejas: pega-se numa e as outras entrelaçam-se e vêm atrás. A crónica do Custódio trouxe-me à memória situações semelhantes que lá vivi.

Será que existe algum acervo histórico desse tempo? Tenho comigo uma monografia sobre a Vila de Ronfe- escrita há bem pouco tempo, mas desse passado nada reza. É pena. Um povo sem passado, é um povo sem memória, sem referências sem valores.
 Anotei a referência do conterranio e amigo Orlando Azevedo, que tendo lido o meu texto para (Memória futura) lembrou e muito bem que a memória é como as cerejas. Quanto á pergunta sobre o dito cebro histórico, tenho em meu poder um livro  que adquiri editado em 1999 de Ana Silvia Volpi Scott, que nos fala sobre Famílias, Formas de União e Reprodução Social no Noroeste Português, dos (Séculos XVIII e XIX) cuja foto de capa é a entrada para uma quinta (penso eu) ao lado da antiga cadeia que fizeram o favor de destruír. Contudo este livro tem um lindo historial sobre Ronfe que muitos dos filhos desta terra deviam ler para conhecerem parte das suas origens. Como nem todos o obtiveram, logo que me seja possivel escreverei alguns dados históricos do mesmo.