quarta-feira, 2 de maio de 2012

Isto teria que acontecer


Um Dia Isto Tinha que acontecer
Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que até hoje tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 60 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustíveis cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego,... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos quaisquer coisa phones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! Que chatice! São betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça! Já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

sábado, 19 de novembro de 2011

Na regularidade da vida


Na regularidade da vida

“Deus é um ladrão”

Tem sido sempre assim! A tradição ainda continua a ser o que era.

O ritual é o mesmo todos os anos! Para uns é no dia um de Novembro, dia de “Todos os Santos”. Mas não por ser dia de Todos os Santos, mas sobretudo por ser mais um feriado. Para outros é no dia dois de Novembro o “Dia de fiéis defuntos”, para outros ainda são os dois dias. Mas uma coisa é certa, por esta altura os cemitérios enchem-se de gente, de seres vivos por incrível que possa parecer. Afinal o que levará tantas pessoas a estragarem um feriado, quando há tantos lugares bem mais aprazíveis para passar o tempo e gozar? Porquê gastar tantas flores, algumas demasiado caras mesmo em tempos de crise, quando passados escassos dias estão todas murchas? Para quê gastar tanta cera? Porquê estar junto de uma campa, quando esta nos traz á memória sentimentos tão dolorosos? Terá isto algum sentido? Para alguns não tem mesmo sentido nenhum, e até se calhar é uma perda de tempo. Mas a pergunta impõe-se, será que é mesmo uma perda de tempo? Será que a nossa vida acaba mesmo ali com a morte? Será a morte um ponto final, em que toda a vida acaba ali em pó, ou será antes um, “ Tempo para meditar”ou até se calhar, “ dois pontos”? e o segundo é o mudar de linha, Se tudo acaba ali, na campa, na cova, ou como lhe queiram chamar, será que toda a gente que esteve no cemitério, anda enganada? Li algures que um filosofo materialista, a propósito da morte, não podia ser mais elucidativo.: Vós conheceis o ditado - dizia ele – nove meses são necessários para um homem nascer, mas um só dia basta para ele desaparecer.

Cinquenta anos são necessários para que um homem amadureça; cinquenta anos de trabalhos, de sacrifícios, e de lutas para inclusive deixar vícios que ao longo dos anos foi pessimamente adquirindo. E quando nada lhe resta da sua meninice, e por fim chega á maturidade, não serve, se não para morrer. Era assim que pensava esse filósofo. E se calhar para ele a visita ao cemitério, seria mesmo uma perda de tempo. Mas será que ele tinha razão? Será que o homem é mesmo um ser para a morte? Ou não será antes um ser que caminha para a imortalidade? Eu acredito sinceramente e cegamente que aquilo que Jesus Cristo disse um dia a este respeito não pode de forma alguma cair num saco roto, como é vulgar dizer-se. Ele dizia; “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Mas já agora fica a pergunta; será que acreditamos nisso? Não será também, que muitos dos que se encontram nos cemitérios nesse dia, mais do que motivados por sentimentos de saudade, não estarão lá, se calhar, por sentimentos de remorsos? Será que todas as lágrimas que se derramam neste dia, serão lágrimas de amor, ou não serão, muitas delas, lágrimas de crocodilo? Se muitos dos nossos mortos se pudessem levantar, ao ver muitos que agora se encontram ao lado das suas campas, não diriam de dedo em riste: Tu? O que fazes aqui? Por que te encontras agora a meu lado. Durante a vida nunca soubestes estar perto de mim, quando precisei de ti?

Tu aqui? A chorar? Porque choras por mim, agora, se em vida, só me soubestes desprezar?

Porque me dás agora flores se em vida só me destes espinhos? Sim, não estarão nos cemitérios no dia dos defuntos, muitos a chorar, lágrimas de remorsos? Infelizmente tudo é possível! Os anos que graças a Deus já levo de vida fazem me ver muitas destas coisas. Mas também penso que embora alguns se deslocando aos cemitérios eventualmente imbuídos destes sentimentos, também lá está uma grande maioria por amor, por fé, e por causa da esperança que os anima? Eu estou plenamente convencido que sim. Acredito mesmo, que muitos ao estar ali, no cemitério, de pé, muitas vezes ao frio, á chuva, é uma forma de manifestar o seu amor que não morre apesar de tudo, apesar da morte que nos separou dos nossos entes queridos, e é uma forma, estou certo, de também dizerem que acreditamos que a vida não acaba ali. Sim meu bom amigo que fazes o sacrifício de ler este meu escrito, a morte não pode acabar assim, ali numa cova escura. Não, não pode acabar ali assim. A nossa vida tem mesmo que ter outro sentido! Só que nem sempre é fácil descobri-lo! Assim como não é fácil descobrir as estrelas se não houver claridade, ou quando se perde o “sol”. Há uns tempos atrás ouvi de um sacerdote dizer que ao entrar na casa de uma família enlutada, para fazer o levantamento de um defunto, alguém, dentro da casa que se encontrava junto à urna, onde o cadáver se encontrava em câmara ardente lançou um grito de revolta logo que o viu chegar, e disse! Deus é um ladrão, senhor padre! Deus roubou o meu filho! Esta Mãe lança assim este grito, provocando à sua volta um silêncio de morte! Um pouco desconcertado por esta resposta que, embora compreensível choca sempre, o padre aproximou-se, e disse-lhe tenha coragem, mas não fale assim, desse jeito. Além do mais, você está a dizer coisas que não as está a sentir. Diante da morte fala apenas o silêncio, foi só o que eu consegui dizer, disse-me esse sacerdote. Mas a Mãe retorquiu, não estou a sentir?! Deixe-me senhor padre! É tudo muito bonito! Mas o que eu sei é que ele já não está comigo! E dizia-me o sacerdote que foi assim esta resposta dura fria e amargurada desta Mãe, angustiada, e sobretudo, pela perda de seu filho, em mais um acidente de viação. Pois é meus amigos, quem será capaz de entender o desespero de uma Mãe? Sim estou ciente que todos entendemos, mesmo até para quem tem fé, não é fácil!  Mas também não é impossível! Existia um outro pensador que já dizia: “Se choras por teres perdido o sol. As lágrimas não te deixarão ver as estrelas”. Pois é, estaremos nós atentos às “estrelas” mesmo e sobretudo, quando o sol desaparece do nosso horizonte? Nós, com a nossa presença no cemitério, no dia em que lembrámos os nossos familiares e amigos defuntos, estivemos lá, para quê? Porque Deus é um ladrão, como dizia aquela Mãe..? Para cumprir calendário? Por remorsos? Para chorar apenas? Ou porque temos fé e acreditamos que a vida continua, para além das estrelas, mesmo que momentaneamente tenhamos perdido o “Sol” de vista? Eu creio que sim, e também acredito na palavra de um homem, que veio, das “estrelas” que matou a morte, e que é o SOL, E A LUZ DO MUNDO, como Ele dizia. Se Ele matou a morte e deu vida à vida, acredito, também meus amigos, que este homem – que se chama JESUS CRISTO, não me irá deixar ficar mal! Por isso procuro na medida do possível fazer o melhor que sei e posso para o servir nos irmãos, ao longo desta vida enquanto Ele mo conceder.

Sabes porque escrevi este texto? Porque eu tenho razões objectivas para o fazer falando com toda a sinceridade. Já alguns me ouviram, mas vou repeti-lo hoje porque a minha consciência me diz que o devo fazer. Foi dentro do nosso cemitério que me foi concedida um graça que nunca mais esquecerei até aos últimos dias da minha vida. Só Deus sabe tudo o que fiz durante muito tempo para o conseguir, mas que a minha fraqueza não mo permitia. Então um dia encontrando-me de visita ao cemitério como o faço regularmente, e pensando no que precisava de conseguir, falei aos meus familiares amigos e benfeitores ali sepultados, e coloquei-lhes o meu problema, pedindo-lhes ajuda para a minha necessidade. Porque o fiz? Porque acredito na vida eterna, e sei que eles estão nas mãos de Deus, que não morreram, e onde se encontram me podiam ajudar, na medida em que eu não tinha força capaz para me ver livre duma situação que me prejudicava a saúde. Sabem qual foi o resultado? A partir desse dia sem custo algum, e até aos dias de hoje, (já lá vão dezasseis anos) fiquei livre daquilo que para mim era um mal. Eu desde criança sempre ouvi dizer, e hoje estou muito à-vontade para acreditar, que Deus que tudo vê, e tudo sabe, só nos ajudará, ou permitirá essa ajuda, se cada um de nós tiver feito tudo aquilo que pode fazer, e Ele sabe até onde cada um de nós pode chegar. Se já tivermos feito a nossa parte, e Lhe pedirmos directa ou indirectamente, Ele não nos falta com a Sua ajuda. Se precisas de ajuda, vai com fé ao cemitério, pede, mas antes faz tudo o que podes fazer, porque Deus não faz o que lhe pedes sem que tu faças a tua parte, lembra-te disso. E já agora te deixo a pergunta.

E TU MEU AMIGO? TAMBÉM ACREDITAS NISTO? ESPERO BEM QUE SIM.

N.B

Já desde há alguns anos venho enviando para o jornal partilhar algumas notícias ou reflexões. Umas o director entende dever ser publicadas (algumas foram-no repetidas duas vezes) outras como esta o director entendeu não dever publicar. Em devido tempo dirigi-me ao director nestes termos: Amigo Pe. ….
Levou-me bastante tempo a escrever tudo isto. Não enviei para o jornal pois não sei qual a sua opinião sobre o assunto. Mas gostaria de o ver publicado, se assim não o entender paciência, a minha consciência fica leve.

Como a sua publicação não saiu, nem me foi dada qualquer explicação, ( que como colaborador entendo tinha direito), decidi colocar o texto no meu blogger, pois aqui sou livre de o poder fazer, sem que alguém possa utilizar a censura sobre o que escrevo. Aliás eu  não  pretendi nem pretendo ofender ou ferir alguém), mas apenas avivar consciências,  nada mais.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Grupo Viver com Alegria

Aquilo que para alguns era verdade em poucos anos passou a ser menos verdade.

Grupo Alegria de Viver

Uma obra criada para entreter e servir nesta terra (e não só) os mais idosos e as crianças, não pode acabar. Infelizmente alguns elementos depois de uma já longa caminhada feita de mãos dadas ao serviço dos mais velhinhos e crianças, sem razão aparente e algo que o justificasse decidiram deixar de ensaiar no salão, e passaram a ensaiar na casa de um deles excluindo dois elementos sem lhes dar qualquer justificação. Tão pouco lhes importou acabar com a amizade, que no grupo sempre me pareceu existir, trocando-a por algo que mais sedo ou mais tarde daria em desintegração, como infelizmente veio a acontecer, com muita pena minha. Deus sabe quantas vezes em determinadas alturas, se falou neste pormenor importante, que é a amizade e a solidariedade. É certo que eles ainda continuaram durante algum tempo a servir os que mais precisam, visitando um ou outro Centro de Dia, mas foi sol de pouca dura em termos de união. De nada valeu, que sobre este assunto (amizade e solidariedade) tivéssemos falado muitas vezes quando nos reuníamos para os ensaios, dizendo estamos aqui para criar amizades e não para as destruir, porque foi o mesmo que pregar no deserto. Ultimamente vim a saber que por uma qualquer razão menos aconselhável entre amigos, acabaram definitivamente com o grupo, o que sinceramente nada me surpreendeu. Mas esta obra que havia sido criada no intuito de fazer amigos, não vai acabar. E fica sempre porta aberta, para aqueles que por ventura tenham a humildade de reconhecer o seu erro, não para se humilharem na frente de ninguém, pois todos somos humanos e cair é a coisa mais natural da vida. Espero ter sido muito claro, porque nunca fui, e se Deus quiser nunca serei inimigo de ninguém, tenha ele a opinião que tiver, pois fui devidamente vacinado em criança contra esse mal.

Espero bem que ninguém se tenha esquecido de que ser solidário, é estar disponível para dar sem esperar retribuição.  

C.D.O.

  


 

                                                     

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Semeamos hoje, e talvez possamos vir a colher no amanhã.

 

Acabado o meu serviço militar sempre estive ligado a grupos de música Típica e Popular Portuguesa, dentro da comunidade de Ronfe, para servir.

Já na reforma falei com alguns amigos do passado, que hoje se encontram na mesma situação, para voltarmos há música, quando mais não fosse para nos entretermos, podendo depois levar a nossa alegria aos que mais precisam. Daí apareceu o novo Grupo que eu próprio de acordo com os restantes elementos baptizei de Alegria de Viver, por me parecer o que melhor se adequava á nossa ideia. E assim visitamos vários Centros de Dia e Lares de Terceira idade, e muitas crianças de Infantários e Escolas cantando e rindo com todos, levando-lhes um pouco do nosso carinho e do nosso afecto, dando-lhes também daquilo que recebemos de graça, para darmos de graça. Hoje lamento não poder continuar a visitar os Centros os Lares, e as crianças de Infantários, por ter sido colocado á margem do grupo sem nada me haverem dito, (embora eu possa imaginar as razões), porque infelizmente vão ser aquelas que levaram mais tarde á desintegração do mesmo. A partir de agora só espero que enquanto não se desintegrar, os meus ex companheiros continuem a visitar os Centros, a levar a boa disposição aos seus utentes, aos seus funcionários e responsáveis, (mas deviam em minha opinião, mudar o nome ao grupo). Desejo a todos os ex companheiros tanto sucesso como aquele que eu gostaria de ter para mim mesmo. A todos os meus amigos dos Centros que até hoje visitei, desde utentes funcionários e dirigentes, recebam um abraço do tamanho do mundo.

Dizem que entre outras coisas: Solidário é aquele que trabalha como voluntário; mas também é aquele que procura alegrar uma tarde de um Lar de Idosos ou de um Jardim-de-infância. Prezo-me de tudo quanto nesse sentido fui capaz de fazer, porque foi feito com amor, se mais não fiz foi porque não pude, ou porque não soube fazer melhor.

Por isso em minhas recordações, e para testemunhar a alegria que com todos vivi, vou deixar algumas fotos que demonstram alguns desses momentos. O meu muito obrigado a todos por fazerem parte dos meus amigos que coloquei na minha árvore, os quais nunca esquecerei.

 Colónia de férias na Apúlia











                                    Dançando com uma amiga da 3ª Idade com mais de 90 anos, isto é um previlégio.


Arranjo das mesas para a Ceia de Natal

                                                                  Do nosso Centro de Dia em Ronfe




                                                           Grupo das funcionárias do Centro de Dia


Almoço com os idosos no Centro de Dia de Gondar







Passeio a S. Gonçalo de Amarante com os idosos do Centro de Gondar

Lanche em Santa Quitéria

No Instituto de S. José com os seus idosos











terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Grupo de Cooperadores Missionários de Ronfe


Algum historial


Em Ronfe sempre existiram várias pessoas a trabalhar para as Missões. E por ser um dever de justiça em devida altura foi feita no jornal paroquial uma referência ao serviço realizado por aquela que ao longo de vários anos foi uma autentica missionária dentro da nossa comunidade em favor dos Missionários da Boa Nova, de seu nome Luísa Machado Mendes, a quem carinhosamente muitos chamamos de Luisinha. Foi ela que recebeu do Sr. Vieira (penso ser irmão do Sr. Pe. Avelino) 15 assinaturas que existiam na altura, e que mais tarde com outros colaboradores (as) conseguiu elevar para 300 as assinaturas. Se existiu em Ronfe entrega e dedicação á causa Missionária, a Luisinha foi um exemplo sincero de responsabilidade e de trabalho. Organizou festas, peregrinações missionárias a Fátima e ás festas da família missionária em Cucujães, fez vendas de material e propaganda missionária, e conseguiu várias bolsas de estudo com os demais colaboradores para ajuda jovens com dificuldades. Fez todo um serviço que os missionários da Boa Nova publicamente várias vezes agradeceram. Mas faltou penso eu por parte da nossa comunidade o agradecimento publico para com todos aqueles e aquelas que com a Luisinha colaboraram, ao longo dos anos porque sem eles o êxito da missão não teria sido o mesmo.
Bem – hajam todos os que trabalharam na ajuda a muitos daqueles que dedicam a sua vida ao serviço do Reino de Deus, aos quais o Senhor da Messe saberá justamente recompensar.
Esta foi uma primeira e grande etapa de serviços prestados aos Missionários da Boa Nova.
Depois infelizmente vieram as dificuldades da Luisinha em termos de saúde. Foi operada ao coração, e como é natural faltou-lhe dinâmica do passado. Mas esteve sempre com o pensamento nas Missões, e tudo fez para que o serviço prestado pela nossa comunidade não terminasse. Quando viu que as forças lhe faltavam, procurou alguém que a pudesse substituir. Assim contactou algumas pessoas de entre as quais o Sr. Manuel Fernandes Dias convencendo-o a ocupar o lugar de responsável pelo grupo que ele veio a aceitar. Falou também com o Diogo que embora ainda muito Jovem e ligado aos escuteiros e aos estudos, mesmo assim não foi capaz de a desiludir, tendo aceite o cargo de secretário, continuando ela com todas as dificuldades a manter o cargo de tesoureira. E a partir desta data 21 de Abril de 2005, passou a ser criado com todas as regras o Grupo de Auxiliares das Missões, que até então era apenas chefiado e orientado pela Luisinha.
Os tempos foram passando, e a 06 de Fevereiro de 2007 devido a faltas constantes do presidente, por motivos que só ele saberá explicar, foi tomada a decisão de escolher um novo presidente. Após longo dialogo e algum tempo de análise foi escolhido para Presidente do Grupo o Diogo Vitorino Jovem dedicado ficando como secretária a Sara Fernandes também uma jovem dinâmica e cheia de boa vontade, que vieram colocar ao grupo um grande desafio. A partir daqui dois Jovens, eram os responsáveis pelo grupo, querendo isto dizer que na vida nem tudo são espinhos, e a Luisinha ficava satisfeita por ter sido feliz na sua escolha.
Mais ou menos por esta altura e por indicação da Sociedade Missionária foi mudado o nome, passando de Grupo Auxiliares das Missões, para Grupo de Cooperadores Missionários.
Em Setembro do ano 2007 foi criado um arquivo com o mais importante do grupo que ao longo dos tempos se vai atualizando. Tendo sido também nesta data que foi criado o Logótipo do Grupo dos Cooperadores Missionários de Ronfe.
No início de um novo ano em Setembro de 2008 ouve necessidade de novas eleições, pois estava terminado um ciclo de três anos. Mas o certo é que por sugestão de um dos elementos, entendeu-se por maioria dever pedir ao Diogo para continuar por mais três anos, pois de todos os elementos era o mais capaz. O Diogo como bom missionário que é aceitou continuar como presidente, mas requeria um novo secretário uma vez que a Sara pretendia ingressar no exército. Foi feito o convite ao Custódio que em regime de adaptação entendeu dever aceitar por três meses. Se no final dos três meses tivesse dado conta do recado, e se as pessoas, principalmente a do presidente o entende-se ele continuaria até ao fim dos três anos de mandato. O Diogo também pretendia ter um novo tesoureiro uma vez que a Luisinha se sentia um pouco debilitada, e algumas vezes não podia participar nas reuniões. Assim a Madalena Boga, aceitou ficar como tesoureira até ao fim do mandato.
Nesta altura ficou decidido por maioria colocar em ata um agradecimento pelo excelente trabalho dedicação e desempenho da Sara como secretária, e da Luisinha como fundadora do grupo e tesoureira do mesmo.
A partir daqui este grupo começou uma nova vida, com alguns novos métodos como por exemplo. A direção reúne sempre (8) dias antes da reunião geral, que ficou para os primeiros sábados de cada mês, de Verão ás 16,30 horas e de Inverno ás 16,00. É nas nossas reuniões que vamos decidindo os trabalhos a realizar, findo os quais fazemos a nossa própria avaliação.
Estabelecemos que só com aprovação em reunião geral se tomarão decisões definitivas, e nada se fará a partir de agora sem o consentimento da maioria dos elementos que neste momento são apenas (14) embora tenham sido (21). Mas como tudo na vida uns vão outros vem, tal como as folhas das árvores, umas caiem no Outono outras nascem na Primavera.
Na maioria das nossas reuniões temos a presença bastante assídua no nosso amigo Pe. Manuel Bastos, ou do Pe. Luís Vieira, e uma ou outra vez do irmão Joaquim, os quais nos vão dando alguma formação missionária.
Ficou a certeza que ao longo dos tempos este grupo continuará a trabalhar dentro e fora da comunidade, em nome da mesma e dos missionários da Boa Nova.
Participamos e colaboramos como grupo em todas as atividades da paróquia.
Organizamos eventos em grupo, tais como = Concurso de pintura e desenho com as crianças da escola primária, e com a excelente colaboração dos seus Professores, e de alguns Catequistas» CRISTO EM RONFE» por alturas da Quaresma, foi uma das iniciativas realizada quanto a nós com relativo sucesso.
«CAFÉ COM SABOR A MISSÃO» foi outra das nossas iniciativas, que contou com a colaboração de vários Jovens vindos de outras terras, e com a participação e colaboração de vários escuteiros da nossa paróquia.
«JOVENS NO CAMINHO DA MISSÃO» mais uma iniciativa do nosso grupo, onde vários Jovens participaram durante o Sábado em provas de meditação, e atividade física, que terminou com um jantar convívio, na casa dos nossos amigos Rodrigo e Maria da Joaninha, e contou com o testemunho do Pe. Marcelo dos missionários Combonianos. No Domingo finalizamos com a Eucaristia, com ofertório solene, leituras e cânticos, tudo iniciativa dos Jovens participantes nessa aventura do dia anterior. Obrigado aos Jovens que vieram de outras terras, e aos que de Ronfe também colaboraram.
Criamos um novo hino dos Cooperadores Missionários. Cuja letra e musica é de nossa autoria.
Participamos em atos realizados com Grupos Paroquiais Missionários.
Participamos nos últimos tempos no Encontro de Grupos Paroquiais Missionários em Valadares;
Participamos nas festas da família missionária em Cucujães, para cujas feirinhas enviamos muitas das ofertas que procuramos angariar com antecedência junto das empresas, da nossa Junta de Freguesia, e amigos das missões da nossa comunidade.
Participamos na peregrinação missionária anual ao Santuário de Fátima.
Participamos com muitos amigos na Ordenação Episcopal de D. António Couto.
Celebramos todos os anos com muito empenho o Outubro Missionário, seguindo as instruções do Guião. Meditando todas as quintas feiras do mês o terço de nossa Senhora, orientamos a Via – Sacra da sexta-feira, e a Vigília do Sábado, com a presença muito querida do nosso Pe. João Marinho.
Assumimos a responsabilidade da Eucaristia do Domingo com um ofertório solene, com leituras (com a preciosa colaboração do grupo de canto), onde sempre que lhes é possível está connosco um padre missionário da Boa Nova, que ultimamente tem sido o amigo Pe. Luís.
Fazemos visitas aos doentes, e ao nosso Centro de Dia.
Criamos um espaço no nosso Jornal Paroquial para falar das atividades relativas ao nosso Grupo de Cooperadores Missionários.
Distribuímos propaganda missionária, na nossa comunidade e em vários outros locais como  Sameiro, Guimarães, e freguesias vizinhas, vendendo calendários, almanaques, agendas e todo o tipo de material, que nos vem de Cucujães.
Ofertamos este ano a exemplos dos anos anteriores uma bolsa de estudo, desta vez na ordem doa 750 Euros.
Divulgamos a imprensa missionária.
Colaboramos ultimamente na oferta presentes solidários, enviando para Moçambique e para a Guiné-Bissau, a nossa pequena contribuição, que se destinava á compra de medicamentos e de material escolar.
Duas vezes durante o ano pelo Advento e pela Quaresma reunimo-nos em Encontros com Deus, para meditar na Sua Palavra, e por Maria louvar e agradecer ao Senhor todos os dons recebidos.

Este é em síntese o historial deste Grupo de Cooperadores de Ronfe.

Algumas fotos que demonstram um pouco do nosso trabalho em prol das Missões.

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OUTUBRO MISSIONÁRIO COM A PRESENÇA AMIGA DO PADRE AVELINO




JUNTO Á IGREJA DE FÁTIMA ONDE O FRANCISCO REZAVA

ALMOÇO EM FÁTIMA
PREPARAR PARA A SAÍDA DE FÁTIMA

AMBIENTE NO INTERIOR DO AUTOCARRO


Assistindo á tarde recreativa

FESTA DA FAMÍLIA MISSIONÁRIA EM CUCUJÃES
UM BOM AMIGO DESTAS CAMINHADAS
JOVENS NO TERÇO MISSIONÁRIO
 JANTAR DOS JOVENS APÓS ACTIVIDADE  (NOS CAMINHOS DA MISSÃO)
 TESTEMUNHO DO PADRE MARCELO DOS MISSIONÁRIOS COMBONIANOS
 TESTEMUNHO DO LEANDRO

 RELEMBRANDO A BOLSA DE ESTUDOS NO VALOR DE 750 EUROS
 LANCHE DE ALGUNS ELEMENTOS DO GRUPO MISSIONÁRIO