sábado, 28 de dezembro de 2013

E se pessassemos nisto?


Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que escolhem ser felizes e aquelas que optam por ser infelizes. Ao contrário da crença popular, a felicidade não vem da fama, da fortuna ou de bens materiais. Ela vem de dentro. A pessoa mais rica do mundo pode estar miseravelmente infeliz, enquanto um sem-teto pode estar sorrindo e contente com a sua vida. As pessoas felizes são, porque se fazem felizes. Elas têm uma visão positiva da vida e permanecem em paz com elas mesmas. 

 

A questão é muito simples.

As pessoas felizes têm  hábitos que melhoram as suas vidas e se comportam de maneira diferente. Pergunte a uma pessoa feliz e ela vai dizer:

1. Não guarde rancor.

As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer que deixar que sentimentos negativos as dominem. Guardar rancor é prejudicial e pode causar depressão, ansiedade e estresse. Por que deixar que uma ofensa de alguém exerça algum poder sobre você? Se você esquecer os seus rancores, vai ganhar uma consciência clara e energia suficiente para apreciar as coisas boas da vida.

 

2. Trate a todos com bondade.

Você sabia que foi cientificamente provado que ser gentil faz você feliz? Ser altruísta faz seu cérebro produzir serotonina, um hormônio que diminui a tensão e eleva o seu espírito. Tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito permite que você construa relacionamentos mais fortes.

3. Veja os problemas como desafios. 

A palavra “problema” não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema, na maioria das vezes, é visto como uma desvantagem, uma luta ou uma situação difícil. Mas quando encarado como um desafio, pode se transformar em algo positivo, como uma oportunidade. Sempre que você enfrentar um obstáculo, pense-o um desafio.

4. Expresse gratidão pelo que já tem.

Há um ditado popular que diz: “As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm.” Você terá um sentido mais profundo de contentamento se contar suas bênçãos em vez de ansiar pelo que você não tem .

5. Sonhe grande.

As pessoas que têm o hábito de sonhar grande são mais propensas a realizar seus objetivos que aquelas que não o fazem. Se você se atreve a sonhar grande, sua mente vai assumir uma atitude focada e positiva.

6. Não se preocupe com as pequenas coisas.

As pessoas felizes se perguntam: “Será que este problema terá a mesma importância daqui a um ano?” Elas entendem que a vida é muito curta para se preocupar com situações triviais. Deixar os problemas rolarem à sua volta vai, definitivamente, deixar você à vontade para desfrutar de coisas mais importantes.

7. Fale bem dos outros.

Ser bom é melhor que ser mau. Fofocar pode até ser divertido, mas, geralmente, deixa você se sentindo culpado e ressentido. Dizer coisas agradáveis sobre as pessoas leva você a pensar positivo e a não se preocupar em julgá-las.

8. Não procure culpados.

Pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos. Em vez disso, elas assumem seus erros e, ao fazê-lo, mudar para melhor.

 

9. Viva o presente.

Pessoas felizes não vivem do passado ou se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente. Se envolvem em tudo o que está fazendo no momento. Param e cheiram as rosas.

 

10. Acorde no mesmo horário todos os dias.

Você já reparou que muitas pessoas bem-sucedidas tendem a ser madrugadores? Acordar no mesmo horário estabiliza o seu metabolismo, aumenta a produtividade e nos coloca em um estado calmo e centrado.

11. Não se compare aos outros.

Todos têm seu próprio ritmo. Então, por que se comparar aos outros? Pensar ser melhor que outra pessoa leva a um sentimento de superioridade não muito saudável e, se pensar o contrário, acabará se sentindo inferior. Então, concentre-se em seu próprio progresso.

12. Escolha seus amigos sabiamente. 

A miséria adora companhia. Por isso, é importante cercar-se de pessoas otimistas que vão incentivá-lo a atingir seus objetivos. Quanto mais energia positiva em torno de você, melhor vai se sentir.

13. Não busque a aprovação dos outros.

As pessoas felizes não importam com o que os outros pensam delas. Seguem seus próprios corações, sem deixar os pessimistas desencorajá-los, e entendem que é impossível agradar a todos. Escute o que as pessoas têm a dizer, mas nunca busque a aprovação de ninguém.

14. Aproveite seu tempo para ouvir.

Fale menos, ouça mais. Escutar mantém a mente aberta. Quanto mais você ouve, mais conteúdo você absorve.

15. Cultive relacionamentos sociais.

Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. Pessoas felizes entendem o quão importante é ter relações fortes e saudáveis. Sempre tenha tempo para encontrar e falar com sua família e amigos.

16. Medite.

Ficar no silêncio ajuda você a encontrar sua paz interior. Você não tem que ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar suas mentes, em qualquer hora e lugar, para se acalmar.

17. Coma bem.

Tudo o que você come afeta diretamente a capacidade de seu corpo produzir hormônios, o que vai definir seu humor, energia e enfoque mental. Certifique-se de comer alimentos que vão manter seu corpo saudável e em boa forma e sua mente mais tranquila.

18. Faça exercícios.

Estudos têm mostrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade e autoestima e produz a sensação de autorrealização.

19. Viva com o que é realmente importante. 

As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor porque elas sabem que excessos as deixam sobrecarregadas e estressadas. Estudos concluíram que os europeus são muito mais felizes que os americanos, porque eles vivem em casas menores, dirigem carros mais simples e possuem menos itens.

20. Diga a verdade. 

Mentir corrói a sua autoestima e o torna antipático. A verdade sempre liberta. Ser honesto melhora sua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em você. Seja sempre verdadeiro e nunca se desculpe por isso.

 21. Estabeleça o controle pessoal.

As pessoas felizes têm a capacidade de escolher seus próprios destinos. Elas não deixam os outros dizerem como devem viver suas vidas. Estar no controle completo de sua própria vida traz sentimentos positivos e aumenta a autoestima.

22. Aceite o que não pode ser alterado. 

Depois de aceitar o fato de que a vida não é justa, você vai estar mais em paz com você mesmo. Portanto, concentre-se apenas no que você pode controlar e mudar para melhor.

 

terça-feira, 13 de agosto de 2013


Algumas das minhas recordações de Monsenhor Horácio de Araújo

Nasceu em 12/01/1913 em Gomide Vila Verde, tendo desde muito cedo sentido o chamamento para a vida sacerdotal, tendo sido ordenado em 15 de Agosto de 1935. Após a sua ordenação, e em 29/09/35 foi nomeado vigário cooperador da paróquia de Ronfe, e assumiu a responsabilidade de pároco em 24 de Abril de 1944. Foi sempre um construtor de uma verdadeira unidade, não havendo nenhum sector que ele descurasse. As crianças foram sempre uma das suas grandes predileções, estou a lembrar-me da Cruzada Eucarística, o gosto enorme que colocava nas primeiras Comunhões, e mais tarde nas comunhões Solenes, hoje mais conhecidas por Profissão de Fé. Lembro aqui algumas das suas ajudas neste trabalho com crianças, a Carolina (rasa) assim mais conhecida, e a Aurorinha Neves, que eram incansáveis nos serviços de ajuda que lhe prestavam. O senhor António Rilha um dos seus Sacristãos, O Avô do David Santos, tudo gente que mais de perto com ele colaborava. No tempo do Monsenhor existiram em Ronfe muitos seminaristas, a quem ele sempre deu o maior apoio, tendo uma grande satisfação na ordenação de quatro sacerdotes, e muitas religiosas.

Pelo que conheci de Monsenhor Horácio devo testemunhar o seu grande amor (predileção) pelo escutismo. Ele foi o salvador da escola do C.N.E. no nosso Agrupamento, ele tornou-se num verdadeiro escuteiro, fardando-se, participando em Acampamentos, ensinou teatro, canções com letra que ele próprio escrevia, e por isso o nosso Agrupamento lhe continuará agradecendo. Se hoje existimos em parte a ele o devemos. Os mais antigos escutas sabem muito bem o quanto ele sofreu quando entrou nesta freguesia, onde vários não o aceitavam, e até lhe predestinavam a morte física, mas homem de Deus, com Deus sempre a seu lado, ele não vacilou, não se amedrontou, lutou imenso, trabalhou imenso, deu a esta terra, e principalmente ao escutismo muito da sua vida. Nessa altura não havia crise, havia miséria, ignorância, falta de cultura, mas a sua vontade de servir a Deus nas pessoas que lhe haviam sido confiadas era tal, que ele não olhava a sacrifícios (fez muitos) mas valera imenso ao povo que lhe foi destinado. Em poucos anos, aqueles que alimentavam más intenções em ralação à sua pessoa, foram mudando de opinião, pois viram nele um homem de Deus a sério, e passaram a colaborar ajudando a construir, em vez de destruir.

Eu falo assim desassombradamente de um homem, com quem fui criado espiritualmente, com o qual aprendi imenso, e pelo qual sempre tive uma grande estima, a qual ainda hoje passados todos estes anos se mantem. Ele sabe-o hoje mais do que no passado, pois  todos os dias o lembro nas minhas orações.

Foi com ele que fiz a minha primeira comunhão, minha comunhão solene (profissão de Fé) minhas promessas de escuteiro, e meu casamento. Portanto estou muito à-vontade para falar daquele que foi também meu diretor espiritual durante muitos anos. Estou-lhe eternamente grato, e por isso não o esqueço, como dádiva de gratidão.

Este grande homem de Deus procurou, e fê-lo em minha opinião muito bem pregar a doutrina de Jesus Cristo, de tal ordem que poderíamos estar horas seguidas a ouvi-lo, porque não cansava, mas conseguia colocar-nos a chorar, tal era a força da sua transmissão da palavra.

Este homem de Deus tinha várias paixões mas duas delas eram de tal ordem tão evidentes que qualquer um daqueles que como eu viveu de muito perto consigo, não tinha dúvidas em classifica-las. Cristo Eucaristia, e Maria Mãe de Jesus. Estas eram duas das suas paixões, e por isso tenho certeza que junto de Deus ele sempre nos tem na sua intenção.

Estou-me recordando da nossa ida a Fátima em família paroquial, com tantos autocarros que naquele tempo era praticamente inédito, só Ronfe e pouco mais em todo o País seria capaz de tal coisa. Todos vimos o seu zelo, a sua Fé, o seu amor junto aos pés de Maria com uma grande parte dos que Deus lhe havia confiado, a dizer-lhe Mãe estes são aqueles que o teu Filho me entregou, por quem venho pedir, para que um dia estejamos todos juntos no Seu Reino. Não permitas querida Mãe que nenhum se venha a perder, para que juntos possamos louvar e bendizer o Senhor eternamente. São momentos inesquecíveis, que eu guardo no coração, mas que entendi dever partilhar com aqueles que não os viveram, dizendo-lhes que este homem de Deus está continuamente intercedendo por cada um de nós os Ronfenses.

Homem de trabalho incansável, dedicado à causa do Evangelho, mas com muitas ideias de inovação para bem desta terra que lhe tinha sido confiada. Por ela lutou incansavelmente, pessoa criativa, não teve medo de levar avante uma obra que para aquele tempo era algo fora de serie, e muito poucos arriscariam como o foi a construção do nosso salão paroquial. Quanto trabalho, quantas canseiras, quantas horas sem conseguir dormir, quantas vezes se abeirou de gente poderosa no meio politico para ver se conseguia ajudas para a grande obra que estávamos a construir. Quanta imaginação teve para dar a volta por cima, quando as coisas não decorriam como o desejado?

Lutou. Lutou, e com a ajuda de muitos paroquianos, e outros extras, consegui-o levar a carta a Garcia, tendo Ronfe ficado com condições que muitos á nossa volta não tiveram a sorte ou o engenho para o conseguir.

Eu havia falado no seu empenho para com o escutismo, porque foi aí que eu cresci, mas seria injusto de minha parte não falar na ação Católica, a quem o Monsenhor dedicou muito da sua vida por também lhe merecer um carinho muito especial.

Para além de outras obras é de referir o restauro da nossa Igreja, a fundação do nosso Centro Paroquial e Social, a construção da Capela Mortuária, e os benfeitores que através do seu trato afável com as pessoas consegui-o, estou a lembrar-me da D.na. Álea do Céu Pimentel, do Sr. António Teixeira de Melo, do Sr. Manuel Gonçalves, do seu Filho José Manuel Gonçalves, da D.na. Delfina de Vasconcelos, tudo gente boa e generosa que através do Monsenhor doaram a esta terra muitos dos seus bens.

Em 1960 celebrou as bodas de prata, e o Santo Padre concedeu-lhe o título de Monsenhor.

Em Agosto de 1985 celebrou as suas bodas de ouro sacerdotais.

Monsenhor Horácio sempre teve vontade de conhecer alguns países, recordo que foi ao Brasil, e à terra Santa.

Em 1986 a seu pedido deixou de paroquiar a freguesia em 01 de Janeiro de 1986.

Tive o privilégio de colaborar com Monsenhor Horácio em várias atividades de âmbito religioso. Para aqueles que não o saibam quero dizer-lhes que quando a Igreja decretou eleger Ministros Sagrados da Comunhão, o Monsenhor não quis assumir (e podia faze-lo) escolher os Ministros da Comunhão. Mas e preferiu falar na Igreja ao povo, e convidou um responsável por cada família a estar presente na sala de Cristo Rei, e foram esses que estiveram presentes que escolheram aqueles que a partir dessa data passaram a assumir esse cargo. Tenho a ideia que foram escolhidos o Sr. Engº Pinto Oliveira, a Dna. Maria (conhecida por M. Mocha), O Sr. Lopes, o Sr. Marques (genro do chefe Martins) Josefina Campos, eu próprio, e creio que a Rosa (na altura governanta da sua casa) mas não tenho certeza. O Monsenhor embora conhecendo bem (em muitos casos) todas as pessoas, não quis ser ele a fazer a escolha.

Consola-me a recordação de o ter ajudado enquanto de mim precisou, e alegra-me ter tido essa sorte, por se tratar de um homem de Deus, que me marcou pela positiva, e por isso o recordo sempre com saudade.

Em 13 de Outubro de 1955, na freguesia de Balasar, adormeceu santamente, nos braços do Pai, Alexandrina da Costa, vulgarmente conhecida por "Alexandrina de Balasar”.

A notícia da sua morte na sua casa do Calvário – assim se intitulava o lugar onde vivia – para o esplendor da Glória da imortalidade, correu célere por todo o País, trazendo para junto do seu cadáver, alguns milhares de pessoas desejosas de prestar as últimas homenagens a quem, durante a vida terrena, só teve a preocupação de fazer a vontade do Senhor. Eu tive conhecimento dessa notícia, na freguesia de Arcos – Vila do Conde – onde então me encontrava no ministério da pregação. Manhãzinha cedo, quando me dirigia para a Igreja Paroquial, ouvia, aqui e além, grupos de pessoas comentando o acontecimento com estas simples, mas significativas palavras: “Morreu a santa de Balasar”. Quis a bondade do Senhor que participasse no seu funeral. E do que observei pude concluir que o funeral da Alexandrina foi o primeiro dia da exaltação das suas virtudes. Na verdade, a Igreja de Balasar, embora ampla e espaçosa, tornou-se bem pequena para comportar o número de pessoas que ali acorriam de perto e de longe, a fim de venerar um corpo que foi instrumento dócil duma alma que sempre o dominou e venceu. E não era apenas a gente humilde do campo ou da fábrica, eram pessoas de todas as classes sociais. Enquanto se celebravam os ofícios fúnebres, vi homens da indústria, do comércio, militares graduados a desfilarem ininterruptamente diante do seu cadáver, e beijavam aqueles pés que jamais vacilaram no cumprimento do dever. Talvez, minhas Senhoras e meus Senhores, pareça estranho que eu comece a falar da sua morte… é que a morte, bem sabe, é o reflexo da vida, e preferi começar a falar sobre a sua morte para, agora, algo dizer sobre a vida da Alexandrina de Balasar.

Será essa dissertação um humilde depoimento do que eu vi, do que observei e do juízo que faço sobre os factos que observei e de que fui testemunha ocular na sua vida. Devo até dizer que evitei qualquer leitura ao preparar este modesto trabalho, para não me deixar influenciar por essa mesma leitura. Vou sintetizar este meu depoimento, este testemunho sobre a Alexandrina, nestes dois pontos: como conheci a Alexandrina? Qual a minha opinião pessoal sobre a sua vida?

 

Como a conheci.

Decorria o ano de 1933: era eu aluno do Seminário Conciliar de Braga e, num retiro espiritual preparatório para as Ordenações, o conferente falava de almas que se entregavam ao Senhor numa doação total e sem reservas, oferecendo-se vítimas pela conversão dos pecadores. Recordo-me que ele citava várias dessas almas e acrescentou: mas não é preciso recorrermos ao passado: no presente nós temos destas almas, elas abundam em todo o mundo e temos uma na nossa Diocese. E citou o caso de Balasar. Passados anos, a obediência aos meus superiores hierárquicos levou-me para a freguesia de Ronfe, onde me encontro. Várias vezes me falaram da Alexandrina de Balasar. Confesso que, no princípio, mostrava-me um pouco indiferente. Depois, comecei por dizer: ou isto é obra de Deus ou obra humana. Se for obra de Deus, Deus a começou e Deus a completará. Se for obra humana, por não ter bases, num futuro mais ou menos próximo, ela há-de ruir, porque nada é estável e duradoiro que se baseie simplesmente naquilo que é humano. Passaram-se os anos e os fenómenos místicos iam-se repetindo e a fama das suas virtudes voava de um extremo ao outro do País, ultrapassando até as próprias fronteiras da Pátria, levada talvez por emigrantes que fixavam a sua residência lá longe.

Tive então que conhecer a Alexandrina, e bendigo ao Senhor por me ter proporcionado essa ocasião. Um dia o correio trouxe-me às mãos uma carta da Alexandrina: era um convite para pregar na sua freguesia, depois de prévia autorização do despectivo pároco, convite este a que se seguiram alguns outros. Recordo-me da ocasião, e vale bem a pena citar neste momento - porque vem mesmo a propósito - o porquê desse convite. Creio que foi pelo ano de 1953, época em que várias incursões se repetiam na Índia Portuguesa, numa tentativa de arrebatar aquilo que era nosso, muito nosso. Tentativa essa que se tornou, bem o sabemos, um facto consumado. Mas a Alexandrina era uma alma toda de Deus e amava a sua Pátria (e amar a Pátria também é virtude, não é defeito), e, doente como estava na sua cama, sabendo do que se passava, escreve-me uma carta a pedir-me para pregar uma vigília em que durante a noite inteira a gente boa de Balasar se havia de ajoelhar diante do Rei da paz, a pedir ao Senhor a integridade da nossa Pátria. Fui, conversei com a Alexandrina e, desde então, as minhas visitas repetiram-se, não tantas quanto eu desejava, porque a isso não mo permitiam os meus deveres paroquiais. Só posso dizer, e devo dizer, que, sempre que falava com a Alexandrina, eu vinha mais sacerdote, tinha mais zelo pela salvação das almas. Nunca nos lábios da Alexandrina uma conversa banal: ou falava de Deus ou das coisas que a Deus conduziam. E isto, meus Senhores, não constitui surpresa para ninguém: a palavra transborda do coração, e quando um coração está cheio de Deus, a palavra sabe ao divino. Por isso na boca da Alexandrina ou se falava de Deus ou das coisas que ao Senhor conduzem.

Um dia, durante cerca de meia hora, falava-me a Alexan­drina do mistério da SS. Trindade, da vida íntima de Deus e da graça santificante. Recordo esse dia como se fosse: e não sei que mais admirar nessa conversa que teve comigo, se a elevação, a sublimidade dos conceitos, se a clareza da linguagem. E nós sabemos muito bem que tratando-se destes assuntos não é fácil aliar as duas coisas. Pergunto: donde veio este conhecimento à Alexandrina? Ela tinha uma cultura rudimentar. Ela não leu grandes compêndios de teologia... Donde lhe veio, Senhores, esta ciência? Esta ciência veio do Autor de toda a ciência da, da Ciência incriada, da Ciência infalível, veio-lhe do Senhor. Falava desta ciência, da vida íntima de Deus, como o mais hábil teólogo, como ninguém podia falar de coisas tão altas, tão sublimes. Uma alma que vivia sempre na maior intimidade com Deus! É que o Senhor esconde estas coisas aos sábios e dá-as a conhecer aos humildes: Abscondisti haec a sapientibus.

O Senhor, junto do Mar de Tebe ríades, prega um dia um grande sermão, que poderemos reduzir em oito capítulos – oito pontos fundamentais - as oito bem-aventuranças. E uma dessas era: Bem-aventurados os puros do coração! É que, meus Senhores, as almas puras veem a Deus contemplam a Deus, não como eu contemplo os meus ouvintes nem como os meus ouvintes me contemplam a mim, mas para me servir da imagem do Apóstolo, como através de um espelho, assim como o sol quando se reflecte num cristal puríssimo parece condensar-se naquele cristal e quando eu olho o cristal atravessado pelos raios solares tenho a impressão de que ali vejo o próprio sol, sem no entanto o vidro deixar de ser vidro, assim também na alma pura reflecte-se a divindade e ela tem um conhecimento profundo de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Deus e da Sua vida íntima. Porquê encontramos nós criancinhas inocentes e humildes a falarem de Deus com uma elevação que nos espanta? Por causa da sua pureza. Assim a Alexandrina. Não admira, pois, que ela mais falasse.

Estive presente em alguns dos seus êxtases, com licença do assistente, Sr. Dr. Azevedo, a quem me confesso muito grato por esta deferência, mas confesso que não foram os êxtases que mais me impressionaram, se bem que ao assistir aos êxtases da Alexandrina concluí que nesses havia a intervenção sobrenatural. Eram êxtases místicos, muito diferentes de fenómenos provenientes de origem mórbida, em que o paciente, após o êxtase – se assim lhe podemos chamar - quando regressa ao seu estado normal, encontra-se abatido, cansado, fatigadíssimo, a ponto de por vezes nem poder articular palavra. Mas eu vi como a Alexandrina - permita-se-me a expressão - despertava do seu êxtase: ela perecia outra, mas sempre a mesma. A limpidez do seu olhar, o equilíbrio dos seus gestos, das suas atitudes, a suavidade das suas palavras, enfim, tudo nela fazia crer que estávamos perante uma criatura normal. Nunca duvidei dos seus êxtases. Mas o que mais me impressionou eram as ­palavras que a Alexandrina dirigia aos circunstantes – e não eram muitos - que tomavam parte nesses êxtases. Estava, belo dia, com cinco sacerdotes da Diocese da Diocese do Porto. A Alexandrina entra em êxtase. No fim do êxtase olhou ­para nós, falou do sacerdócio, da necessidade de padres santos… e confesso que nunca ninguém me falar assim. E um dos presentes, da Diocese do Porto – tenho pena de não recordar o seu nome, para o citar - voltou-se para mim e disse: “Padre, que diz de tudo isto?” E eu disse-lhe: “Colega, gostei mais do após-êxtase do que do êxtase até. Nunca ninguém me soube falar assim da santidade, da necessidade da santidade do sacerdote. Tenho a impressão, acrescentei, que o Espírito Santo falou pela boca da Alexandrina”. Os colegas presentes concordaram todos plenamente comigo. Era assim a Alexandrina, assim a conheci.

 

Que penso eu da Alexandrina? Que juízo faço dela através desses contactos pessoais?

De tudo tirei uma 'conclusão: a Alexandrina era uma alma que vivia na intimidade com Deus. Intimidade esta que a levava à contemplação do divino. Só assim se pode explicar a maneira como ela falava de Deus e dos mistérios Fé. Em segundo lugar, a Alexandrina era uma presença de Cristo, presença viva, presença irradiante. Cristo transparecia nela como a luz através do cristal. Transparecia na pureza do seu olhar, na serenidade do seu rosto, nos seus gestos, nas suas atitudes: vê-la era ver a Cristo. Sim, presença viva e irradiante, pois que, meus Senhores, quando Deus está presente puma alma, não está inativo, e esta presença manifesta-se, revela-se, é um fogo que aquece, e quem está junto de nós tem a noção desta presença. E quantos se aproximavam da Alexandrina, desencontrados com Deus e quando se afastavam do seu quartinho, modesto e simples, já tinham encontrado a Deus! Afastavam-se chorando os seus pecados - há testemunhas - e dali corriam pressurosos para junto de um confessor, a fim de lavar as suas culpas no banho salutar da Penitência. Era assim a Alexandrina: uma presença de Cristo, viva e irradiante. Era apaixonada pelos pecadores; vivia para eles. Por eles oferecera a sua vida ao Senhor, estava em tudo associada à Paixão do Senhor, era uma corredentora com Cristo. Algumas vezes lhe ouviu estas palavras: “Os pecadores não ouvem, não ouvem os pedidos de Jesus, não acolhem as ­suas súplicas. Que pena eu tenho de Jesus!" - E assim oferecia os seus sofrimentos. Com que resignação e inalterável paciência sofria a Alexandrina de Balasar! Como ela sabia falar aos pecadores! Como ela penetrava no íntimo das suas almas e como ela conseguia transformar os ­corações! Dir-se-ia que o Senhor escolhera no século XX aquela vítima para Lhe dar almas, muitas almas, e ela cumpriu a sua missão.

Porque ele amava tanto a Jesus, com amor ardente e generoso, ela também não podia deixar de amar ardentemente a Mãe de Jesus, a Virgem Imaculada. Algumas vezes, entrando no seu quarto, encontrei-a com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima nas mãos. Olhava para ela com aquela ternura, com aquele carinho com que uma filha olha para a mãe. Chamava-lhe muitas vezes a Mãezinha do Céu, a quem recorria nas duras provas a que o Senhor a submeteu. Não esqueçamos que as almas a quem Deus­ mais ama são as almas a quem o Senhor faz passar as maiores provações; e ela teve-as, porque o Senhor a amava muito.

Pois bem, no meio dessas provações, ela recorreu continuamente à Mãezinha, como ela dizia. - E de Jesus e de Maria ela aprendeu a virtude da humildade. Aprendeu na escola do Mestre: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”, diz o Senhor. E permitam-me que lhes conte como em certo dia eu quis experimentar a sua humildade. Perdoe-me o Senhor esta temeridade. Diz-lhe esta pergunta: Alexandrina consta por aí que recebeu do Céu o dom, o carisma especial do discernimento dos espíritos, isto é, consta que a Alexandrina sabe o que se passa nas consciências. Eu mesmo estava à espera duma res­posta afirmativa ou negativa. Se me respondesse sim, eu não tinha que duvidar, porque a humildade é verdade; no entanto devo dizer que gostei muito mais da resposta que me deu, porque vi mais uma vez que e Alexandrina de Balasar procurava esconder-se - ama nesciri. Era o lema da sua vida; ela gostava de ocultar as suas virtudes aos olhos do mundo. E querem saber a resposta? Vale a pena ouvi-la. “O senhor Padre, disse ela, dedica-se a pregação, e tem-lhe acontecido, certamente, uma vez ou outra, tratar de um assunto determinado nos púlpitos sagrados, e alguém talvez o tenha abordado no fim do sermão para lhe dizer, a propósito ou até a despropósito: - O senhor parece que adivinhou a minha vida, o senhor acertou em cheio o que se passa cá dentro da minha alma. Como é que o senhor soube isto? – Ora, comigo dá-se a mesma coisa. Como sabe, recebo frequentes visitas, diariamente. Olho para as pessoas (pela aragem em se vê quem vem na carruagem), falo para essas pessoas, dou-lhes os meus conselhos, tendo em conta o que ouvi no decorrer da conversa, tendo em conta a idade, as condições da vida, o estado, o ambiente em que vivem, etc. portanto, eu vejo mais ou menos os conselhos que competem a esta ou àquela classe depois e é natural que o chapéu assente multas vezes e perfeitamente nesta ou naquela pessoa. Ora, é a razão por que dizem que adivinho, tal e qual como acontece com V. Rev.cia”. Devo dizer que gostei imenso daquela resposta. Compreendem a razão da minha pergunta...

 

Não queria abusar mais da vossa paciência e, portanto, vou sintetizar num minuto tudo o que disse em todo este tempo:

Primeiro: a Alexandrina foi uma apaixonada de Deus e uma apaixonada dos pecadores.

Segundo: a Alexandrina adotou por lema da sua vida o do Apóstolo: Mihi vivere Christus est, o meu viver é Cristo.

Terceiro: os caminhos que levaram a Alexandrina à santidade, melhor direi, ao encontro de Cristo foram os da pureza e de humildade. Evidentemente isto supõe uma fé viva e ao mesmo tempo um esperança, uma confiança ilimitada.

Quarto: a Alexandrina ­ofereceu-se como vítima ao Senhor, e o Senhor aceitou esta oferta.

E um dia, numa casa de Balasar, modesta e pobre, onde ela vivera o seu-martírio prolongado, um dia, um quarto transformou-se em autêntico calvário, uma cama transformou-se numa cruz, pregada nessa cruz uma vítima, essa vítima é a Serva de Deus Alexandrina Maria da Costa.

E Deus, que se compraz em premiar aqueles que Lhe são fiéis, cumprirá ou cumpre a Sua palavra; e a palavra do Senhor é esta, que todos conhecemos muito bem: Aquele que se humilha será exaltado, será glorificado. Per crucem ad lucem. Pela cruz à luz imarcescível da glória.

E, para finalizar, permitam-me os de Balasar: sede dignos do grande tesouro que a vossa freguesia encerra, dai graças ao Senhor!

Tenho dito.

 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013


 
CONVIVIO, AMIZADE, PAZ, E MUITA ALEGRIA
É assim que eu descrevo o passeio anual deste ano promovido pela Junta de Freguesia
Eu creio poder afirmar que estaríamos cerca de 350 pessoas, num parque que eu não conhecia, mas que me pareceu ter agradado imenso aos participantes.
Como poderão verificar pelas imagens, muito do nosso povo esteve animado. Primeiro fomos recebidos pelo nosso bom amigo e conterrâneo Sr. Pe. António Gonçalves, numa das suas freguesias, num acolhimento excecional, com pequeno-almoço para todos.
Depois de ali termos permanecido tempo suficiente para bem conhecer o local e conversar, seguimos para uma Igreja próxima, com meio seculo de existência, com espaço suficiente para todos, começando por agradecer ao Criador mais um dia de vida da nossa comunidade, pedindo por todos os que não poderão ou não quiseram estar presentes, principalmente os doentes, e todos os paroquianos já falecidos, principalmente por aqueles que normalmente nos acompanhavam, mas que o Senhor já chamou a si.
Seguidamente e a cerca de 15 minutos chegados ao parque, que eu e a maioria não conhecíamos, mas segundo opinião geral foi um local muito bem escolhido.
Já com mesas e bancos no local, cada um escolheu o seu lugar. Aqui apenas aconteceu um pequenino percalço, pois havia mesas no local, mas nesse dia sem contar apareceu mais um grupo da zona de Guimarães, e tudo ficou um pouco mais restrito, mas suficiente para que todos pudéssemos ter um lugar à mesa.
Após o almoço que decorreu ao gosto de cada um, as pessoas conviveram em perfeita amizade, ao seu jeito, com muita paz, e sobretudo com alegria, muita música e canções do nosso tempo, onde cada um cantou e dançou a seu belo prazer.
Tenho pena, que os homens continuem a não acompanhar o ritmo das senhoras, que em termos de dança levam sempre a melhor.
Numa palavra tudo decorreu com perfeita normalidade. Quero congratular-me, e agradecer à Junta de Freguesia, porque se lembrou de levar consigo para alegrar musicalmente o convívio, o Grupo Alegria de Viver, que por norma serve em solidariedade dentro e fora da Freguesia, em nome de Ronfe, mas como tenho dito nem sempre os santos da porta fazem milagres, e alguns vão preferindo oferecer a outros um pouco daquilo que poderiam dar a esta gente, para os ajudar a comportar as suas despesas durante o ano.
Já uma vez pela Junta havíamos sido convidados para o passeio ao Lindoso, outra vez numa das festas de S. Tiago fomos convidados para estar presentes na quinta-feira com os idosos, mas fora isso, vai sendo esquecido. Contudo cada um de nós na hora dos peditórios para a festa não fazemos distinção de pessoas e sempre vamos contribuindo. Pena é não haver reciprocidade. Será isto um desabafo? É com certeza, porque quem não se sente não é filho de boa gente.
Isto não é para pedir nada a ninguém, vamos a vários sítios solidariamente, e nada pedi-mos em troca. Mas quem tem ouvidos que oiça (neste caso leia) pois os atos ficam sempre com quem os pratica.
Mais uma vez obrigado á Junta de Freguesia. Penso que dentro das nossas limitações neste convívio não defraudamos os que apostaram em nós, cumprimos o melhor que nos foi possível. Se bem ou menos bem, só quem participou o poderá dizer.
Pelo/ Grupo
C.D.O.
 
Que ninguém pense que este nosso muito obrigado à Junta de Freguesia é por ser o A ou B que está na direção da mesma. Não, o nosso agradecimento vai no sentido de com o coração e não só com palavras, agradecer aos que são capazes de valorizar o que com a graça de Deus ainda somos capazes de ir fazendo. Sim porque este grupo como disse e muitos sabem, vai dando ao longo dos anos um pouco do que recebeu como dádiva de Deus, em prol dos que mais precisam, como é o caso da terceira idade e até das crianças. Bem-haja a direção da Junta de Freguesia, e de uma comissão de festas que também já nos haviam convidado para a festa dos Avós. Em Ronfe nem sempre nos dão essa oportunidade, mas ainda este ano o Instituto de S. José em Riba d´Ave bateu à nossa porta, e com muito gosto aceitamos o seu convite que muito nos honra. É por isso que mais uma vez deixamos aqui o nosso bem-haja à Junta, que graças a Deus tem sabido valorizar aquilo que temos na nossa terra, assim como o fizeram na noite da festa da Juventude na casa do Povo aqueles que convidaram o excelente grupo de Jovens que Ronfe tem que são os Sigla DEP  do qual nos devemos orgulhar. Ouvi pela primeira vez e não sendo da minha geração eu não só gostei como considero um Grupo com enorme valor. Quanto ao Alegria de Viver, quer seja em Ronfe ou numa outra comunidade podem contar connosco para servir a terceira idade e as crianças sem qualquer custo monetário.
 
 

segunda-feira, 8 de julho de 2013


 
 
 
 
 
 
 
 
Terminou mais um ano de atividade do Grupo de Cooperadores Missionários de Ronfe-

No início de cada ano, programamos aquilo que com a ajuda de Deus pretendemos fazer, e logo na 1ª reunião são escritos num placard os objetivos que nos propomos alcançar.

Naquele que agora terminou tinha-mos definido o seguinte:

Outubro Missionário.

Meditação do terço diário com as pessoas presentes na nossa Igreja durante o mês.

Vigília, feita através de oração e de meditação na última semana do mês:

Adoração ao Santíssimo, na última semana do mês.

Via-Sacra, percorrendo mentalmente o caminha até ao calvário, com meditações apropriadas na última semana do mês.

Eucaristia do dia MUNDIAL DAS MISSÕES celebrada pelo Pe. Francisco, que com outros amigos ligados ás Missões vieram de Cucujães, que foi por todos nós solenizada com ofertório, e cânticos apropriados ao dia.

Almoço convívio, com a presença de muitos amigos das missões, ao qual se juntou o Pe. Luís Vieira, que havia estado nesse dia pela manhã numa ação de formação em Vila Nova de Sande, na mesma celebração do dia Mundial das Missões, e que durante a tarde em conjunto com o Pe. Francisco e alguns elementos do Grupo Alegria de Viver, nos alegraram com suas músicas do agrado geral, durante algum tempo muito bem passado, na casa dos nossos amigos Rodrigo Mendes e Mª. da Joaninha.

Após o Outubro Missionário, o nosso grupo continuou no cumprimento do programa que havia sido estabelecido.

Encontro com Deus na nossa Igreja, convite feito a toda a comunidade, que alguns aceitaram.

Comemoração do nosso Aniversário no dia 21 de Abril, no Lugar da Cruz, com a presença de muitos amigos

Colaboração no Mês de Maria, segundo a ordem estabelecida no conselho Paroquial.

Participação na divulgação e venda de bilhetes para o Musical Alegria realizado em Ronfe pelos Jovens Boa Nova, que felizmente teve um enorme sucesso, não só pelo espetáculo, mas principalmente pela mensagem:

Organizamos ida a Cucujães com muitos amigos para participar na festa Missionária, que decorreu lindamente.

Organizamos ida a Fátima, para participar com muitos amigos na Peregrinação da Família Missionária da Boa Nova, que como sempre culminamos com a Via-Sacra.

Participação na procissão do nosso Padroeiro S. Tiago, com andor da Rainha das Missões e alguns figurantes de entre os quais se destaca a jovem vestida de Rainha das Missões:

Todos os meses alguns dos nossos elementos, procuram visitar vários doentes, sobretudo nos hospitais.

Culminando o nosso desempenho, temos oferecido nos últimos anos uma bolsa de estudos no valor de 750 Euros, para o aluno mais pobre no seminário da Boa Nova, com a ajuda de muitos amigos:

Estes são serviços realizados por um grupo de pessoas de boa vontade, que não se poupam a esforços no intuito de ajudar as missões, Tudo feito em nome da nossa comunidade, algumas vezes com prejuízos pessoais e de ordem familiar para bem servir na Igreja de Jesus Cristo.

Esta é uma informação para todos, mas sobretudo para os amigos que ao longo do ano nos vão ajudando, e saberem onde e como são aplicados os donativos que nos entregam. Este tipo de informações poderiam e deveriam ser noticiados no jornal paroquial, mas como nos parece não haver espaço ou vontade de quem o dirige vemo-nos obrigados a faze-lo desta forma, para que saibam quem é este grupo e para quem trabalha.

  Grupo de Cooperadores Missionários de Ronfe.

domingo, 6 de janeiro de 2013


 
 

 1ª Amizade criada para apoiar o C.N.E.
 
                                                            
 2ª Amizade criada na F.N.A. para servir

3ª Amizade criada a pensar servir as crianças e os idosos
 
Eu tenho muita dificuldade em lidar com pessoas que usam e abusam da falsidade:

Quando tenho algo para dizer a alguém seja quem for, tenha o estatuto que tiver, eu faço-o na hora com o máximo de educação e respeito que todos me merecem, assim como exijo que o façam comigo.

Eu até sei que para lidar com pessoas falsas é necessária um certo exercício de tolerância, pois não conseguimos ter um controlo sobre os outros, por serem pessoas individualizadas, e não é fácil faze-las agir como gostaríamos ou como vivemos. Se eu for ao dicionário ele informa-me, que falso quer dizer: mentiroso, enganador, hipócrita, fingido, dissimulado. E quem durante a sua vida não conheceu ninguém com tais característica pode julgar-se pessoa com muita sorte, eu infelizmente nesse sentido tenho tido alguns azares.

Não existe lugar nenhum onde possamos viver que não exista um só individuo (a) falso.

É logico que eu não posso viver numa redoma de vidro, porque isso seria um absurdo.

Mas afinal quem deveria ficar isolado, o verdadeiro ou o falso? Eu acho que nem um nem outro. O que será que me levou a pensar e a perceber que determinada pessoa é falsa? Porque traiu a minha confiança, e isso levou-me a uma tremenda deceção. Nós às vezes queremos acreditar que aquela tal pessoa com quem convivemos bastante tempo a quem prestamos todo o nosso apoio possível é confiável, e que em nossa opinião já mais mentiria ou nos enganaria.

Mas quando tal acontece, ela consegue derrubar a imagem do perfil que dela fazíamos em nossa mente, (e como atrás referi), com isso vem a deceção, alguma raiva e no meu caso sinto-me como um tolo. Se eu me sinto assim é porque me motiva a ilusão delicada de que se não fingir ou não dissimular ninguém, o outro também não me fará o mesmo.

A vida me vem ensinando que as pessoas falsas têm o costume de bajular, usam esse procedimento para nos tentar dizer que são confiáveis, (não confundir com os elogios coerentes), esses são bem-vindos.

Quando se trata de uma amizade particular, nesse caso eu ou qualquer um pode afastar-se dessa pessoa. Se fosse um colega de trabalho ou vários, ai eu teria de procurar conviver com a pessoa, ou com as pessoas em questão.

O melhor que posso fazer neste caso quando me apercebo de uma ou mais pessoas falsas, é manter uma postura formal, procurando sustentar o nível de educação elevado, formando um tipo de bloqueio mental para que a pessoa sinta dificuldade em esmiuçar a sua vida, e com o tempo ela se afastar por si mesma, que por muito que me custe é o que devo fazer.

Este meu comentário tem razão de ser, e vai destinado a um ou outro em particular, que se lerem sabem para quem falo.

Eu nunca servi voluntariamente para receber algo em troca, Deus em quem acredito cegamente sabe da verdade do que afirmo. Tenho muito orgulho em não usar de hipocrisia seja com quem for, muitos menos o faria com um amigo. No número de amigos a valer lembro e relembro sempre o Nél Andrade, e outros mais, mas infelizmente alguns que são dessa hora, (desse tempo) foram-se esquecendo das várias lições que dele recebemos, e foi pena, porque não deviam ter caído em saco roto. Por fim fomos criando outras amizades que pensavamos frutificassem, mas sem sabermos bem porquê, se esfumaram, paciência. Como alguém diz é a vida, e por aqui me fico.